segunda-feira, 21 de maio de 2012
I CONGRESSO NACIONAL MOVIMENTOS SOCIAIS E EDUCAÇÃO
21:25
CEN Brasil Comunicação
A sociedade brasileira tem presenciado e participado de ações coletivas, principalmente na segunda metade do Século XX e início do Século XXI, expressas nas manifestações pela paz; contra a violência; contra o desemprego; por melhorias salariais; luta pela terra, dentre outras. Tais ações são designadas por um conjunto de pesquisadores e organizações da sociedade civil como Movimentos Sociais, cujos estudos foram intensificados no meio científico, principalmente, a partir do final do Século XX.E, no intuito de colaborar com o debate científico e contribuir com avanço da luta dos Movimentos Sociais pela Educação, a UESC realizará entre os dias 20 e 23 de agosto de 2012, o I CONGRESSO NACIONAL MOVIMENTOS SOCIAIS E EDUCAÇÃO, com o tema Movimentos Sociais e Educação na contemporaneidade: desafios e possibilidades. O I Congresso é uma iniciativa do grupo de estudos Movimentos Sociais, Diversidade e Educação, que faz parte do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação e Ciências Humanas (CEPECH)/DCIE.
Inscrições com apresentações de trabalhos foram prorrogadas até dia 18-06-12
As inscrições com apresentações de trabalhos (Comunicação Oral e Pôster) estarão abertas no período de 12/03/12 à 13/04/12 com resultado dos trabalhos aprovados a partir de 18/05/12. E sem apresentação de trabalhos, no período de 12/03/12 à 31/07/12.
Data: 20 a 23 de agosto de 2012.
Horário: das 08 às 18h.
Local: Auditórios Jorge Amado e Paulo Souto
Horário: das 08 às 18h.
Local: Auditórios Jorge Amado e Paulo Souto
O “paliativo” essencial
21:20
CEN Brasil Comunicação
Luiza Bairros, Ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
O debate sobre políticas de ação afirmativa tal como se conhece hoje teve início em 29 de novembro de 1983. Nessa data, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou, por unanimidade, o parecer do relator, deputado Elquisson Soares, pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do Projeto de Lei nº 1.332/1983.
O projeto, de autoria do deputado Abdias Nascimento, definia um conjunto de medidas de natureza compensatória, no mercado de trabalho e na educação, e previa cotas para mulheres e homens negros. Um dos marcos mais ostensivos do debate que se estenderia para décadas seguintes acabou arquivado, mas o pioneirismo do mandato de Abdias fez avançar a Constituição de 1988 em muitos aspectos.
Em novembro de 2001, após a Conferência Mundial contra o Racismo, realizada em Durban, com destacado protagonismo brasileiro, a Assembleia Legislativa fluminense aprovou o sistema de cotas no acesso à Universidade Estadual do Rio de Janeiro, a qual foi seguida por dezenas de instituições de ensino superior em todo o país. Ainda em dezembro de 2001, o Supremo Tribunal Federal (STF) lançou edital para a contratação de empresa jornalística, incluindo cota (20%) de jornalistas negros.
Nas três últimas décadas, com grandes mobilizações nacionais, passamos pela denúncia do racismo e das desigualdades raciais, pela disputa acirrada sobre a legitimidade das ações afirmativas e avançamos para as políticas de inclusão da população negra, em especial na educação superior.
A audiência pública realizada pelo STF, em março de 2010, antecedeu em dois anos a histórica decisão unânime de seu plenário, favorável à constitucionalidade das ações afirmativas para negros. Uma decisão longamente amadurecida que se permitiu considerar diferentes argumentos, os avanços da consciência social e a sedimentação das experiências dos últimos 10 anos no Brasil.
Por isso, diante de um processo com tal duração e presença na dinâmica do país, impressionam comentários veiculados pela mídia, após a decisão do STF. Na contramão das avaliações positivas de nossa experiência com as ações afirmativas, situam-se os que ainda as veem como “importação dos Estados Unidos”, os que, contra toda a evidência, mantêm inalteradas suas previsões catastróficas. Para negar a decisão do STF, vale, como recurso argumentativo, negar a realidade brasileira!
Também importa considerar que se as ações afirmativas, como alguns ainda insistem, não passam de um “paliativo”, então, como explicar reação tão prolongada contra uma medida que estaria apenas encobrindo e dissimulando, sem atacar, o mal que se precisa combater?
Nenhuma medida paliativa motivaria discursos desafiadores tanto da decisão unânime do STF, quanto das evidências do real. Tal desproporção faz supor que a luta travada nos últimos anos, em toda sua densidade, abalou de algum modo os pilares da injustiça e das desigualdades no Brasil.
SEPPIR Imprensa.
Posted in: Temática NegraCampanha ‘Por uma infância sem racismo’ do UNICEF é lançada em evento
20:05
Y.Valentim
O evento que aconteceu nos turnos, da manhã e tarde contou com a participação ativa de dez escolas da rede municipal de ensino. E teve uma rica programação com a exposição dos resultados das pesquisas, oficinas vivas, apresentações culturais (dança, canto, teatro, capoeira, desfiles), rodas, lançamento de campanhas, palestras, homenagens e outros.
Durante II Festival de Cultura Afro Brasileira e Indígena foi realizado o lançamento da Campanha do UNICEF: “Por Uma Infância sem Racismo”. Com a finalidade de fazerem um alerta à sociedade sobre os impactos do racismo na infância e adolescência e a necessidade de uma mobilização social que assegure o respeito e a igualdade étnico-racial desde a infância.
http://180graus.com/castelo-do-piaui/campanha-por-uma-infancia-sem-racismo-do-unicef-e-lancada-em-evento-526630.html
Fim do voto de opinião ou da opinião em si?
20:00
Y.Valentim
SERÁ QUE JÁ NÃO HÁ ESPAÇO PARA O CANDIDATO QUE FAZ CAMPANHA EXCLUSIVAMENTE COM BASE NA DEFESA DE PRINCÍPIOS E VALORES, SEM COMPRAR VOTOS OU SE PRESTAR A SER LOBISTA DE GRUPOS ESPECÍFICOS?
Você já deve ter ouvido algum cientista político dizer que não há mais espaço para o chamado voto de opinião, que teria perdido espaço para o voto corporativo e para o voto de liderança, sem falar nas celebridades e nos cacarecos que a cada eleição são usados pelos partidos para desempenhar vergonhoso papel de meros puxadores de votos.
O voto em celebridades e cacarecos já é nosso conhecido. Sabemos que prejudica não só seus próprios eleitores, como a sociedade, pois quase sempre os eleitos nessa modalidade cumprem seu único mandato sendo massa de manobra dos donos dos partidos, velhas raposas de guerra. Nesse caso, ao contrário do que foi alardeado na última campanha, pior do que está pode sempre ficar. E tem ficado.
Já o voto corporativo é o obtido via apoio de determinadas entidades, notadamente sindicatos e igrejas, que se valem de isenções fiscais e benefícios legais de toda sorte para despejar recursos quase inesgotáveis em beneficio dos que, sendo eleitos pelo esquema, por ele trabalharão por todo o seu mandato.
E voto de liderança, o que será? Nada mais é que mero eufemismo para designar a moderna versão da velha compra de votos. Explicando melhor: na sua modalidade mais ortodoxa, o suado dinheirinho dos nossos impostos é usado em convênios, emendas e repasses para comprar votos de entidades cujos líderes foram escolhidos a dedo para serem cabos eleitorais dos seus padrinhos políticos. Gostou? Tem mais.
Na modalidade mais heterodoxa do voto de liderança, ou seja, dinheiro vivo em troca de voto, enormes quantias são cuidadosamente canalizadas para lideranças que exercem influência sobre um grupo determinado de pessoas, como donos de escolas de samba, presidentes de associações de bairro, líderes de pequenas igrejas, etc. É bem verdade que, ao menos em São Paulo, quase não há dinheiro dado ao eleitor diretamente, mas à liderança que sugere ao liderado em quem votar a cada eleição. O volume de recursos exigido para essa modalidade de voto é assustador, e sempre obtido e distribuído "por fora".
Pois bem, e o voto de opinião, onde fica diante disso tudo? Será que já não há espaço para o candidato que faz campanha exclusivamente com base na defesa de princípios e valores, sem comprar votos ou se prestar a ser lobista de grupos específicos? Para que haja voto de opinião é preciso, antes de tudo, que haja alguma opinião. Que existam políticos que se arrisquem a ter efetivamente uma opinião, defendendo-a de maneira coerente e continuada, sem se deixarem levar pelas pesquisas ou tendências do momento apenas para amealharem votos de forma oportunista.
A política está repleta de políticos guarda-chuva, que buscam votos em todas as correntes de pensamento, sem se preocuparem em manter alguma consistência de ideias e propostas. O importante é se elegerem. O que eles vão fazer no dia seguinte não importa. Não assumem posição sobre nada. Não têm opinião definida sobre nenhum assunto que a mídia já não os tenha pautado e não se importam em mudar totalmente de direção se as conveniências do momento assim o exigirem.
O patrulhamento ideológico e a ditadura do politicamente correto também não contribuem para que mais políticos se arrisquem a ter alguma opinião, sobretudo polêmica. Sabem que, ao tomarem posição, serão alvo de ataques raivosos, e sobre estes terão de se manifestar. Você mesmo, caro leitor, que já ousou defender alguma opinião diferente da média, deve ter sentido na pele como é difícil fazê-lo.
É preciso ter coragem para assumir uma posição hoje em dia. Ter coragem de não ser como a folha morta ao vento, que se deixa levar cada hora para um rumo diferente. Coragem para defender posições firmes e claras, de forma impessoal e fundamentada, sob pena de estar sempre sujeito aos oportunismos de alianças e acordos políticos, cada vez mais espúrios, dissimulados e venais.
A falta de opinião, a incoerência e a covardia dos políticos "gelatinosos" acabam por amortecer o espírito e a capacidade de indignação do eleitor, que, sucumbindo ao pensamento de que são todos iguais, já não se importa em votar com qualidade. Vota-se no "menos pior", pois, em tese, são todos a mesma coisa.
Ter opinião e defendê-la, com coerência e transparência, também significa, em alguma medida, aceitar a perda de votos. Se um político não aceita perder votos, ou não concebe como parte do jogo democrático a hipótese de perder uma eleição, para preservar a dignidade e a coerência, já está a meio caminho andado para reinar no campo da indefinição e da demagogia.
Por outro lado, a consistência e a coerência da opinião do político serão sempre balizadas por seu comportamento. Pela compatibilização da retórica com a prática. Pela capacidade de se posicionar e por vezes contrariar corporativismos, até mesmo de seu próprio partido. De contrariar o senso comum quando este for contrario às suas convicções pessoais. De prezar a boa conduta, sem se descuidar da qualidade e da credibilidade da sua opinião.
O compromisso do candidato de opinião deve ser sempre o de agir em conformidade com os valores que alega defender, sob pena de, a cada novo desafio, achar desculpa ou pretexto para transigir ou mudar. Como mostra o recente filme sobre Margaret Thatcher, há momentos em que a intransigência é uma virtude, a melhor virtude, e o triste quadro político atual demanda uma atitude intransigente na defesa de princípios e valores.
A sociedade ressente-se da escassez de verdadeiros líderes, que se comportem como homens de Estado, sejam capazes de inspirar, empolgar e conduzir os seus eleitores para determinada direção propositalmente escolhida. Sem isso não há realmente espaço para o voto de opinião.
Ricardo Salles é advogado e presidente do Movimento Endireita Brasil
Posted in: Notíciassábado, 19 de maio de 2012
Malcolm X
19:54
Y.Valentim
Dia 19 de Maio foi o nascimento de meu lider maior. Al Hajj Malik Al-Habazz, mais conhecido como Malcolm X (originalmente registado Malcolm Little, 19 de maio de 1925, Omaha, Nebraska — assassinado em 21 de fevereiro de 1965, Nova Iorque), foi um dos maiores defensores dos direitos dos negros nos Estados Unidos.
Fundou a Organização para a Unidade Afro-Americana, de inspiração socialista. Ele era um defensor dos direitos dos afro-americanos, um homem que conseguiu mobilizar os brancos americanos sobre seus crimes cometidos contra os negros. No entanto, foi acusado de propagar o racismo, a supremacia negra, o anti-semitismo e a violência. É descrito frequentemente como um dos mais importantes e mais influentes negros da história. Em 1998, a influente revista Time nomeou a Autobiografia de Malcolm X um dos 10 livros não fictícios mais importantes do século XX.
Malcolm X nasceu em Omaha, no estado de Nebraska, nos Estados Unidos. Quando estava com seis anos, seu pai Earl Little, um dedicado trabalhador para UNIA (Associação Universal para o Progresso Negro) foi violentamente assassinado. Após brutal espancamento, foi jogado na linha do trem com corpo quase partido em dois, ainda não morreu ali, agonizou mais algumas horas.
Louise Little, mãe de Malcolm, aos 34 anos assumiu o sustento dos seus oito filhos. Por ter sido concebida do estupro de uma mulher negra por um homem branco, ela possuía pele clara e arrumava empregos domésticos. Os empregos duravam até descobrirem que ela era de origem negra. Louise também passou a receber dois cheques, um pensão de viúva, outro da assistência social. Este dinheiro não era suficiente, e com seu desemprego frequente a família tornou-se praticamente indigente. As assistentes sociais do governo tentavam convencer Louise a encaminhar seus filhos para lares adotivos, ao que ela se opunha. Posteriormente passaram a questionar sua sanidade mental. Louise passou por intensas pressões que a levaram a um colapso nervoso e foi internada em um hospital para doentes mentais.
Nessa altura, Malcolm já havia sido adotado e, em 1937, viu sua família ser separada.Os dois irmãos mais velhos, Wilfred e Hilda foram deixados à própria sorte: Philbert foi levado para casa da família em Lansing; Reginald e Wesley foram viver com a família Williams; Yvone e Robert com a família McGuire.
Universidades das ruas
Na escola, Malcolm era o que se considerava um bom aluno e geralmente tirava notas altas. E assim foi até o dia em que disse a um professor que desejava ser advogado. Este lhe disse ser absurdo a ideia de um negro ser advogado e que o máximo que ele poderia chegar era carpinteiro. Esta declaração mudou seu comportamento fazendo com que se transformasse de um "bom aluno" em um "garoto problema". Quando terminou a oitava série, Malcolm foi morar em Boston na casa de sua meia-irmã Ella. Fez amizade com Shorty e por influencia deste e de outros boêmios de Boston ele esticou os cabelos, passou a beber, fumar, usar roupas extravagantes, jogar cartas, jogo dos números e aprendeu a dançar muito bem. Um efeito colateral do produto que Malcolm e outros usavam para esticar o cabelo era o de deixa lo vermelho. Sua melhor parceira era Laura, uma jovem negra que morava com a avó e sonhava formar-se na universidade. Ele a conheceu na sorveteria onde ela trabalhava e a namorou, levou-a aos bailes. Numa destas festas, a deixou por uma mulher branca chamada Sophia. Laura, no futuro próximo, cairia na prostituição. Malcolm confessou: “Umas das vergonhas que tenho carregado é o destino de Laura..., tê-la tratado da maneira como tratei por causa de uma mulher branca foi um golpe forte demais”.
From: Luciane Reis
Posted in: Temática Negrasexta-feira, 18 de maio de 2012
'NÓS TEMOS MEDO DO BRASIL !'
20:42
CEN Brasil Comunicação

O título acima foi recolhido de uma resposta dada pela escritora moçambicana Paulina Chiziane, que esteve recentemente em Brasília, quando da realização da I Bienal Brasil do Livro e Leitura, evento capitaneado pela Secretaria de Cultura do Distrito Federal, sob a liderança do poeta Hamilton Pereira, conhecido popularmente como Pedro Tierra. A resposta referia-se a pergunta feita por mim, tanto a ela quanto ao escritor angolano Ondjaki, que participavam da mesa de debate sobre a Literatura Africana Contemporânea, sobre qual a era a percepção que eles, enquanto africanos, possuíam, da imagem do Brasil no continente africano, hoje.
Inicialmente fiquei surpreso com a objetividade e veemência da resposta. Como se diz no popular, uma resposta curta e grossa. Mas ela foi adiante e disse: "No século XV os europeus chegaram em África com a espada em uma mão e a bíblia na outra, para nos colonizar. Hoje, os brasileiros chegam com a bíblia e suas igrejas destruindo nossas tradições, levando o medo e o desassossego ao nosso povo e querendo nos ensinar quem é Deus!". Duro de ouvir, difícil de admitir, mas é a pura verdade. Para quem já esteve em algum dos países de língua portuguesa no continente africano saberá exatamente do que a escritora estava falando – a presença dos neopentecostais, em particular da Igreja Universal do Reino de Deus, com sua intolerância religiosa, na velha e querida mãe África.
O impacto da resposta da escritora moçambicana está soando na minha cabeça até hoje. Lembrei-me da ingenuidade, misturada com ignorância com que boa parte dos brasileiros (muitos letrados) se referem ao continente africano, ora como um único país ora como se fosse um bando de idiotas no aguardo da salvação civilizatória ocidental. Lembrei-me da ingenuidade, temperada de afro-centrismo, dos nossos companheiros do movimento negro, que imaginam que só o fato de termos a pele negra nos dá a condição de irmãos em África. Lembrei-me, por fim, das palavras de outro escritor africano do (Togo), Kangni Além, também presente na Bienal que afirmou categoricamente, para mim, que eu poderia ser, seu irmão imigrante ou estrangeiro, nunca seu irmão africano.
Todas essas lembranças levaram-me a refletir sobre o quão distante nós, ainda estamos, de entender qual o papel que o Brasil, país com população majoritariamente de origem negra deva ter no continente africano. Em que pese a grande contribuição dada pelo mandato do ex-presidente Lula, que buscou de forma incessante aproximar o Brasil das suas origens, e neste sentido, é importante frisar que esta busca não objetivava exclusivamente a construção de parcerias estratégicas na região, mas também se relacionava com o compromisso assumido com a comunidade negra brasileira, de dar mais atenção as questões relacionadas a África e o Brasil. Mas, apesar deste esforço tão ironizado e combatido pela mídia da Casa Grande, ainda assim, estamos longe de compreender a complexidade destas relações e das nossas responsabilidades diante das mesmas.
Afirmo isto, pois mesmo para mim, um militante já curtido e experimentado, doeu ouvir a resposta de Paulina Chiziane. E doeu mais ainda, saber que não temos dado a devida atenção a este flagelo que é a invasão dos pregadores da intolerância religiosa entre nós daqui e dacolá. E quando digo nós, não estou falando exclusivamente dos militantes do movimento negro, até porque, estes tem lutado desesperadamente contra esta violência inominável a liberdade de culto em nosso país e que agora espraia-se pelo continente africano com a chancela brasileira. Estou falando dos cidadãos democratas, de esquerda, dos partidos que estes cidadãos militam, daqueles que acreditam na diversidade cultural, na pluralidade religiosa e num estado laico. Mas que em nome da conquista de um naco do poder tem aberto mão de princípios clássicos do projeto democrático e possibilitado o avanço das forças retrogradas e conservadoras, cujas primeiras vítimas tem sido os negros e suas religiões de matriz africana.
Enfim, espero que o alerta dado pela escritora moçambicana, sirva ao menos para nos estimular a defesa da garantia constitucional da liberdade de culto e ao respeito a soberania dos países irmãos.
Axè !
Zulu Araújo
Toca a zabumba que a terra é nossa!
Posted in: Notícias








